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Infecções: quando é preciso parar e quando voltar aos treinos?

À medida que a temperatura cai, aumentam os casos de pacientes com tosse, coriza e prurido nasal – sintomas geralmente relacionados a processos alérgicos ou infecciosos. E os praticantes de atividade física regular não estão imunes a estes quadros, ainda que estudos demonstrem que eles apresentam um risco de infecção inferior ao dos sedentários. A depender do tipo da atividade praticada, do nível de competição e da fase de periodização de treino, no entanto, eles podem estar mais propensos a adquirir tal condição. E, sim, há chances de isso levar a afastamentos temporários e, por consequência, à temida queda do desempenho esportivo.

Sempre que nós, profissionais dedicados a cuidar de atletas, tanto profissionais quanto amadores, somos questionados sobre o “quando posso voltar a treinar”, a resposta é difícil. Não há fundamentos claros na literatura médica ou mesmo protocolos pré-estabelecidos quanto ao tempo recomendado de afastamento das atividades físicas, durante quadros de infecção.

Os sintomas de infecções são variáveis e não específicos, o que torna o diagnostico ainda mais nebuloso. Recorrentes podemos citar coriza, dor de cabeça, dor generalizada no corpo, dor ao deglutir, febre, fraqueza, falta de ar, chiado. Ao apresentar estes sintomas, recomenda-se passar por avaliação médica. Um diagnostico realizado de maneira correta e no início da infecção é fundamental para determinar quando será possível retornar aos treinos. O médico do esporte deverá considerar o quadro clínico, o período e intensidade de treinamento e a competição alvo do atleta, caso exista uma específica, para traçar o prognóstico de maneira mais adequada.

São muitas as doenças infecciosas comuns nesta época: ITRS (infecção do trato respiratório superior), sinusite aguda, otite, faringite, mononucleose infecciosa, bronquite e pneumonia. A ITRS é causada por vírus, com tempo de incubação de 1 a 3 dias e sintomas durando de 3 a 7 dias. Pode causar tosse seca, congestão nasal, coriza, dor de cabeça e dor em orofaringe e apresentar como complicações a otite e a sinusite. A dor em orofaringe traz como diagnósticos possíveis, além de ITRS, a faringite e a mononucleose, necessitando de avaliação mais detalhada devido ao risco de agravamento da condição clínica. Chiados, febre alta e dificuldade para respirar trazem à tona a hipótese de pneumonia.

Após uma observação clínica e diagnóstico completos, o médico utiliza uma avaliação cujo termo em inglês é Neck Check (checagem do pescoço). Caso os sintomas sejam mais prevalentes acima da região do pescoço (coriza, prurido nasal, leve dor ao deglutir, não apresentar febre), o treinamento pode ser realizado. Idealmente, inicia-se com um treino com 50% da intensidade normal, durante os primeiros dez minutos. Se o paciente se sentir bem, pode prosseguir o treinamento nesta mesma intensidade até encerrar e ir aumentando até a sua intensidade normal, em até 2 dias. Caso os sintomas piorem durante estes primeiros dez minutos, o paciente deve interromper o treino e aguardar 48h ou a melhora dos sintomas para retornar. No caso de uso de antibióticos (como em sinusites e faringites), deve-se aguardar de 48h a 72h, até a melhora dos sintomas, para iniciar o treinamento. Se houver febre alta e sintomas abaixo da região de pescoço (falta de ar, chiado, tosse com expectoração, sintomas gastrointestinais), o retorno tende a acontecer em 2 a 3 semanas, após melhora do quadro e a queda de marcadores de infecção em exames laboratoriais. No caso de diagnostico de mononucleose, o retorno não ocorre antes de 3 semanas, sendo mais comum uma média de 4 a 6 semanas, devido ao risco de lesões no baço.

Em resumo, o tempo de retorno ao esporte depende de uma condição de fatores e de uma avaliação que deve ser feita individualmente. É importante que o retorno ocorra sempre de maneira gradual e progressiva, readaptando o organismo aos efeitos da atividade esportiva. Bem orientado por um médico do esporte, é possível garantir os benefícios da prática esportiva minimizando os efeitos deletérios.

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