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Cair numa gelada após o treino: vale ou não?

A imersão em água gelada após uma sessão de treinamento é um dos métodos mais utilizados de recovery. Em torno da crioimersão já foram discutidos os melhores protocolos, os efeitos agudos (imediatos) dela sobre a sessão de treinamento e, recentemente, a discussão avançou para seus efeitos crônicos sobre o treinamento.

O treinamento tem como objetivo gerar, ao longo do tempo, adaptações fisiológicas capazes de tornarem aquele organismo mais apto à prática de determinada modalidade. Em esporte de endurance, apesar de variáveis como limiar de lactato, VO2 máximo e potência aeróbia máxima serem amplamente utilizadas no controle da performance e da evolução ao longo das sessões de treinamento, é a resposta a nível molecular que mais define tais ganhos adaptativos.

Uma sessão de endurance exige o máximo da eficiência oxidava da célula muscular. Em outras palavras, para sustentar a atividade por bastante tempo, a célula muscular precisa transformar, de forma eficaz, oxigênio em energia. Portanto, levando em conta o aspecto molecular, a principal adaptação que a atividade aeróbia é capaz de gerar é a modificação da chamada biogênese mitocondrial, na qual se entendem o aumento do número destas organelas celulares e a otimização de sua função e de sua capacidade oxidativa.

E o que isso tudo tem a ver com imersão em água gelada? Recentemente, alguns estudos têm questionado uma possível interferência da imersão neste processo adaptativo da biogênese mitocondrial. Mais ou menos assim: cair na água gelada pode até melhorar a sensação de recuperação pós-treino e proporcionar uma melhor noite de sono, mas, ao longo dos ciclos de treinamento, isso poderia interferir no seu ganho condicional. Será mesmo?

Uma revisão publicada em abril em uma importante revista científica, realizada por australianos do Instituto de Saúde e Esporte da Universidade de Victoria (Melbourne), mostrou que, apesar da densa literatura científica em torno da imersão, poucos estudos – mais precisamente três – abordam sua interferência crônica em nível celular. E eles dizem que o efeito, se não for levemente positivo (ou seja, com a imersão auxiliando na expressão de proteínas envolvidas na biogênese mitocondrial), tampouco é negativo.

Os resultados, a pouca quantidade de estudos e os métodos neles utilizados levam a crer que novas pesquisas ainda virão pela frente. Mas já é inegável afirmar que, cada vez mais, estratégias de recovery eficientes serão a base fundamental de uma boa periodização de treinamento.

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