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Tipos de Whey Protein e suas diferenças

A proteína do soro do leite, PSL,  (mais conhecidas como Whey Protein) é um dos suplementos mais procurados do mundo, muito utilizado pelos freqüentadores de academia por ser pobre em gordura, isento de colesterol, facilmente digerível, e rico em aminoácidos essências (como exemplo a leucina, que ajuda a promover a formação de proteína).

Estas proteínas, que são de alto valor biológico, são extraídas da porção aquosa do leite, durante o processo de produção de diversos queijos. Estudos recentes sustentam a idéia de que elas são “matéria-prima” para os glóbulos brancos,  agindo como antimicrobianos, anti-hipertensivos, reguladores da função imune e dos fatores de crescimento. *5,6,10

Existem três tipo de Whey Protein: ISOLADA/  HIDROLISADA/ CONCENTRADA.

WHEY PROTEIN CONCENTRADA: É a mais barata e a mais tradicional forma de whey. A concentração de whey protein varia de 30 a 90% dependendo da forma como foi extraído e do produto, sendo o restante carboidrato (principalmente lactose) e gordura.

WHEY PROTEIN ISOLADO MICROFILTRADO: Esta forma contém concentrações de lactose e gordura extremamente baixas. Além disso, a concentração de whey protein é de cerca de 90%. A digestão e absorção desse suplemento é considerada ótima, porém o preço é mais elevado do que a concentrada.

WHEY PROTEIN ISOLADO YON EXCHANGE: Esta proteína isolada é extraída através de um processo chamado de troca iônica, que por sua vez permite que se alcance 95% de whey protein em sua composição. Ela é de alto valor biológico e apresenta teores extremamente baixos de gorduras e carboidratos, inclusive lactose.

WHEY PROTEIN HIDROLISADA: Dentre os tipos, essa é única forma onde a proteína sofreu hidrólise enzimática, garantindo assim a maior velocidade de absorção devido seu alto valor biológico. Contém cerca de 92% de whey protein em sua composição, porém, por necessitar muitos litros de leite para ser confeccionada, esse tipo é mais difícil de ser encontrado e os preços são muito elevados.

VALOR NUTRICIONAL EM 100gr DO CONCENTRADO DO SORO DO LEITE  (em média)
Calorias 414
Proteína 80g
Gordura 7g
Carboidratos 8g
Ferro 1,2mg
Cálcio 600mg
Sódio 170mg
Aminoácidos: alanina, arginina, asparagina, ácido aspártico, cisteína, glutamina, ácido glutamínico, glicina, histidina, isoleucina, leucina, lisina, linametionina, fenilalanina, prolina, serina, treonina, triptofano, tirosina e valina.
ÍNDICE DE ABSORÇÃO PROTÉICA
TIPO DE PROTEÍNA ÍNDICE DE ABSORÇÃO (g/hora)
Ovo cru 1,3
Ovo cozido 2,8
Leite de vaca 3,5
Proteína isolada de soja 3,9
Aminoácidos livres 4,3
Caseína isolada 6,1
Whey isolado 8 a 10

 

A vantagem da suplementação é que é  uma forma prática  e segura de adequar uma ingestão de boa qualidade com uma rápida absorção, para demandas aumentadas de um atleta em treinamento e competição uma  . Porém, o problema mais comum associado à uma ingestão de suplementos protéicos, é o gasto financeiro desnecessário. Sendo que, mesmo sem enfatizar alimentos ricos em proteínas ou em produtos protéicos caros, a maioria dos atletas tem potencial para atender às necessidades do seu corpo apenas com uma dieta balanceada contendo uma variedade de fontes protéicas. As melhores fontes protéicas com baixo gordura e alta qualidade são: carne magra, peixes, leite desnatado, queijo branco, ovos e proteínas vegetais. *9,5,8

O consumo protéico diário para atletas é variável. De acordo com o JISSN (Journal  of the International Society of Sports Nutrition), vários fatores como tipo de exercício praticado, duração, intensidade e  horário da ingestão, devem ser observados para determinar a ingestão protéica diária de um individuo. Em média, para esportes de endurance o ideal é consumir de 1.0 a 1.6 g/kg  de peso por dia.  E para exercícios de força muscular em média 1.6 a 2.0g/kg de peso por dia. Sendo que para a população em geral, a RDA (Recommended Daily Allowance) de proteína  é de 0.8g/ kg de peso/dia. * 1,3,7,9

Os atletas devem ser conscientizados de que o aumento do consumo de proteínas na dieta além dos níveis recomendados não promove um aumento de massa muscular, nem promove um aumento de desempenho. Há um limite para o acúmulo de proteínas nos diversos tecidos.  Esse aumento da  ingestão protéica não traz benefício mas também não costuma ser prejudicial porque aminoácidos em excesso são usados como fonte de energia. Ao contrário do que  a “sabedoria popular” diz, ainda não existem evidências que o excesso de proteínas possa gerar algum efeito negativo em pessoas normais . Porém  indivíduos com algum histórico de doenças no fígado ou rins, devem tomar cuidado.*4,10

*1 AMERICAN DIETETIC ASSOCIATION DIETITIANS OF CANADA

JOINT POSITION STATEMENT. Nutrition and Athletic Performance. Official journal of the American College of Sports Medicine

*2 BILSBOROUGH, S. & MANN, N. A review of issue of dietary protein intake in humans. Int J. Sports Nutr. Exc. Metab., 16, 129-152. 2006.

*3 Bill Campbell1, Richard B Kreider*2. et al., International Society of Sports Nutrition position stand: protein and exercise. http://www.jissn.com/content/4/1/8

*4 Chad Kerksick*1,2, Travis Harvey3, Jeff Stout1. et al.; International Society of Sports Nutrition position stand: Nutrient timing. http://www.jissn.com/content/5/1/17

*5 Fred Brouns. NUTRIÇÃO PARA OS DESPORTOS; Guanabara, 2005

*6 HARAGUCHI, F.K.; ABREU, W.C.; PAULA, H. Proteínas do soro do leite: composição, propriedades nutricionais, aplicações no esporte e benefícios para a saúde humana. Rev. Nutr., v. 19, n. 4, p. 479-488, jul./ago., 2006.

*7 Jacob Wilson and Gabriel J. Wilson.Contemporary Issues in Protein Requirements and Consumption for Resistance Trained Athletes. Journal of the International Society of Sports Nutrition. 3(1):7-27, 2006. (www.theissn.org)

*8 Kreider et al.Nutritional and Functional Characteristics of Whey Proteins in Food Products. Journal of the International Society of Sports Nutrition 2010, 7:7

http://www.jissn.com/content/7/1/7

*9 MODIFICAÇÕES DIETÉTICAS, REPOSIÇÃO HIDRICA, SUPLEMENTOS ALIMENTARES  E DROGAS: COMPROVAÇÃO DE AÇÃO ERGOGÊNICA E POTENCIAIS RISCOS PARA A SAÚDE. Rev Bras Med Esporte- Vol 15, no 3- Mai/Jun, 2009.

* 10 Ronald J. Maughan & Louise M. Burke. NUTRIÇÃO ESPORTIVA., Artmed 2007.

*11 www.rgnutri.com.br

por Dra. Yana Glaser – Coordenadora da equipe de Nutrição da CareClub

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